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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Fitas K7 no futuro


Há anos que não vemos fitas K7, uma revolução musical ultrapassada, os discos de vinil estão empoeirados, os CDs encaminham para o mesmo rumo e estamos sorrindo para a tecnologia com ímpeto e ansiedade. E o tempo contribui para era digital, e estamos também numa enxurrada musical como nunca antes vista, novos artistas, músicas, e sucessos. O mundo musical continua o mesmo, mas hoje as dificuldades da exposição foram diminuídas e a ascensão e oportunidade de compartilhar, a rede nos trouxe.
Onde há luz, também ao longe podemos ver as trevas. Acontecimentos são o que a mídia trata, as redes sociais disseminam informações, e os comentários tornou-se a arma de defesa dos usuários, deliberam verdades, mentiras e opiniões. Quanto mais estamos a beira de um abismo de possibilidades auditivas.
Os ditados populares vivem e estendem sua vida útil por mais tempo que esperamos, diziam que os dias em outrora eram mais duradouros, as musicas eram poesia e a sensualidade era dedicada a atrizes ousadas. Se tocarmos em um jornal atual, talvez troquemos de questionamentos, contrariando o passado, onde músicas duram um mês e logo após esse período são descartadas devido o número gigantesco de artistas. Os dias voam em estilo, quando damos conta já estamos no final de semana, e novamente em nossos postos de trabalho. A qualidade da música mudou? Ou o foi a ascensão dos negligenciados pela indústria que tomou posse dos meios de divulgação?
Que era estamos? Até mesmo os relacionamentos foram deixados de lado. Pessoas se animam por ligações, outras por e-mails, e grande parte por conjectura, o fato de estar acompanhado, mesmo que a afinidade esteja tão distante quanto os anos luz que medem os planetas, massas, luz e a imensidão. Acreditas mesmo que fostes cativado?
Paradigmas e tabus, um status quebra-los. Grande parte da população o faz todo o momento, mas nem sempre há um holofote sobre suas cabeças, não que a conduta dos que possuem esse artefato seja vergonhosa, todavia os fatos são demonstrados e anos correm e a manipulação e a calúnia prosseguem como um analista em sua companhia, que envelhece e aprende como deve ser a vida naquilo que escolheu, afrouxa as mangas e  levanta as sobrancelhas em escárnio aos novos colaboradores recém chegados.
Se um dia estiveres em uma canoa, com um nativo a lhe mostrar um rio belo e brando, vais pensar o porque do mundo se preocupar e motivar tanto a ganancia do homem. A paz de um passeio entre arvores e o céu azul, que nos acometem a um arrebol no fim da tarde, são mais prazerosas que inúmeros números #1 em alguma lista semanal.
Números, títulos, cerimônias e premiações. Milhares seguem tal doutrina, e milhões pouco se importam. O mundo só seria mundo se os viventes comportassem diferentes, até mesmo para que algo seja exposto, há a necessidade de um pensante e outros conformados, pois se não temos sequer um pensamento a divagar desafiando o que temos em frente a nossos olhos, colaboraríamos melhor numa pintura de Cézanne ou Michelangelo, onde a obra é inquestionável, mas os personagens não tem vida.
Há quem diga que a vida será curta e breve, outros, longa e árdua. O que supor de um tempo onde estamos predestinados a viver e morrer, mesmo que séculos passem após, e de nada saibamos do futuro? Que importa o futuro se temos a vivência tão mínima em tal gigante biosfera?


                                         - Marcos Leite


 
 
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