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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Singeleza abençoada

Desanuviou-se entre os montes a fermata engrandecedora do poente, imbuído de ternura natural, o permanecer do portal entre os raios do sol e as estrelas. Colores o céu de turquesa, lilás, salmão e um pouco de laranja, tornas-te uma aquarela bendita, um esmero ao nosso olhar, és o esplendor do arrebol.
Conte um conto com encanto, concilie a vida e a plenitude, o ar fresco e a sonoridade dos pássaros, estás em comunhão a natureza e a paz. Perscrutam tuas pegadas na estrada, e a terra fofa fazem um adorno e modelam teus pés em características intrínsecas e exclusivas somente por ti.
Soprando o vento empurra com galeio entre as folhas sorrateiras, e a agua mantem os acordes da sinfonia da Mãe, entre os flutuantes bastões e as gramas que margeiam o rio, tens o torrente de sonhos, entre as singelas decorações que o inúmero aglomerado de rochas que sombreiam o vale, encontra-se despido de tuas ironias e concupiscências, está nu da maldade da sociedade e inspira o ar de liberdade.
                A escuridão que abocanha os campos presumem um rito de silencio, instaura o brilho estrelado e reflete a nós o milagre do espaço, sente-se entre o capim e admire a grandeza das massas, gases, as cores e milhares de estrelas que bruxuleiam sutilmente e quando perceberes pode ser que uma cadente brilhe no céu e tu faças um pedido.

- Marcos Leite   



quinta-feira, 27 de junho de 2013

#5 Frase

As manhãs tranquilas são o fermento para o esplendor da alma, pois delas, 
apenas o frescor é aproveitado.
- Marcos Leite


segunda-feira, 4 de março de 2013

Mães, seres de luz


Ao abrirmos os olhos no colo maternal, temos a intensa percepção do amor, da bondade e do carinho, a natureza e as bênçãos agem involuntariamente. O primeiro olhar,a graça divina de se multiplicar, e a fragilidade do coração de uma mãe ao ver seu filho desabrochar para o mundo.
                Os anos são como sopros de flauta, doces e altos, mas breves, nada se opõe ao tempo, ele chega e nos leva como uma maré revolta, o círculo vital da existência humana e a chama fumegante da glória da vida. Há momentos que nos damos conta o quanto privilegiados somos. Atentando-se as cores, as flores e as águas, nada seria belo, se não tivéssemos a consciência da beleza do viver, e nem mesmo entenderíamos o que é ter tal galardão.
                Preocupações e desafios, estamos grande parte do tempo neste limite entre a loucura e o desespero, embora, lembrássemos das coisas que nos fazem bem, trataríamos de respeitar nossos familiares com maior doçura ao invés de conjectura.
                Um dia deixaremos de brilhar e de fazemos parte da terra, estaremos em outro lugar, e deixaremos fragmentos, pessoas e os filhos, os quais jamais esquecerão o quanto de amor dedicamos, pode-se pensar que estamos num desfecho com olhos vencidos, onde os marinheiros não possuem mais mira, talvez estipulássemos que o tempo e as outras pessoas proferem palavras, e algumas alimentam o coração com a plenitude e outros acalentam-no a miséria.
                Ninguém além do Pai, cativarias tanto a amor a ti, se não fosse a que estivera grávida, nos braços dos quais pousou pela primeira vez, e do perfume intrínseco materno. Quando deixam de existir, as mães se tornam estrelas distantes, das quais estamos sempre procurando, acerca de que um dia quem sabe consigamos ouvir sua voz doce novamente. São estrelas nobres, brilhantes e esfuziantes, e Deus é testemunha, que se não existissem lá, lá no paraíso, um pouco menos de luz teria na terra e nos céus.
                Na ternura de teus pensamentos, nas lágrimas ou na saudade, sempre se recordará as páginas de sua história, não encontrarás ninguém que cozinhe tão bem quanto, ou alguém que te cubra numa noite fria caso seu cobertor esteja estirado. Sentirá saudade até mesmo das repreensões, e o esplendor de tuas palavras sinceras de graciosidade, dissiparão sempre em teu semblante quando falares delas.

                - Marcos Leite



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Estrelas cadentes




Localizarei um caminho a ser explorado, contudo nada vai me atrapalhar, posso mesmo encontrar, se eu estiver disposto, seria benquisto neste local? O gosto hermético de minhas palavras podem ocasionar uma breve enxaqueca, raramente veria isso nas folhas manchadas dos jornais.
Colo meu dedo ao seu, e que o selo delicado da fina membrana, sugues um pouco de minha brilhante imaginação, e trate de correr assegurando a ti mesmo a segurança, pois os pássaros e o esfuziante brilho das estrelas correrão por todo seu corpo e o alarido perpetuará pela vizinhança.
Percebes o que venho lhes dizer? Se estabeleça em pé, com os membros inferiores juntos, assim como no exército, troque mais de uma vez sua máscara, não continue com este semblante sisudo, mostre-me, a leveza de sua alma, e transpareça os pêssegos no rosto, ao invés de maças descoloradas. Gostas de viver?
Uivo, assim os brilho efervescerá, salte e corra, não seja tão egoísta com a humanidade, brilhe para que todos a vejam, não seja rápida por ter vergonha, e também não demore tanto, o espetáculo pode ser curto, porém sua extensão irá cruzar os desertos. Peço que se apresse, não há tanto tempo assim, o que mais posso lhe afirmar, é que outras também irão, embora com o tempo devido.
Oh! Estrela cadente, flane no ar e entre as outras estrelas, elas estão a sua espera, aguardando como a plateia no circo, olhos brilhantes e peitos inflados, mirem a parcela negra do universo e dancem a valsa do esplendor, driblem os meteoros e envolvam-se na magia do amor.
Não esmoreçam, brilhem para o seu interior, que assim assuma a beleza da criação e tornem-se um astro novo ou elevem sua luz para os lados sombrios, os recheando da plenitude, e não te esqueçam, que sois obras do criador.

- Marcos Leite

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O beijo do esplendor


 O sol se deitara sobre a beleza da lua.
Afrouxando as ondas do mar.
De que seu brilho reluza
Como reposta a seu admirador.

Ao céu e entre as jovens estrelas
Faz confissões de seu último beijo
Bastaria um instante

Na alvorada, sua amada se esgueira
Entre as nuvens solúveis, está a olhar
O retumbante brilho

Esperam que o tempo,
Os presenteiem com seu encontro
Entre a penumbra do mundo
O beijo do esplendor.

- Marcos Leite


domingo, 20 de fevereiro de 2011

A noite do esplendor



A noite firmava, 
e lá estava os animais quietinhos
entre véus e graciosidade
o menino Jesus estava.

Nasceu no mais belo e singelo lugar,
belo por ser a estrela que nos presenteava,
e singelo era entre as palhas e as patas, quatro ou duas.

O seu nascimento marcava,
marcava o amor, o amor provado,
o nosso libertador, ali nascia, do mais puro amor,
o esplendor daquela noite,
aquela que jamais esqueceriam.

O pobre menino,
O bonito menino,
O humilde menino Jesus!

O natal!

Na manjedoura nasceu,
Maria deu a luz ao pobre menino Jesus.
O salvador que morreu na cruz,
libertou o mundo do maligno
e amou a todos com seu todo amor.

O menino Jesus concedido pelo amor,
filho do nosso Senhor!

- M. Leite
 
 
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