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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Singeleza abençoada

Desanuviou-se entre os montes a fermata engrandecedora do poente, imbuído de ternura natural, o permanecer do portal entre os raios do sol e as estrelas. Colores o céu de turquesa, lilás, salmão e um pouco de laranja, tornas-te uma aquarela bendita, um esmero ao nosso olhar, és o esplendor do arrebol.
Conte um conto com encanto, concilie a vida e a plenitude, o ar fresco e a sonoridade dos pássaros, estás em comunhão a natureza e a paz. Perscrutam tuas pegadas na estrada, e a terra fofa fazem um adorno e modelam teus pés em características intrínsecas e exclusivas somente por ti.
Soprando o vento empurra com galeio entre as folhas sorrateiras, e a agua mantem os acordes da sinfonia da Mãe, entre os flutuantes bastões e as gramas que margeiam o rio, tens o torrente de sonhos, entre as singelas decorações que o inúmero aglomerado de rochas que sombreiam o vale, encontra-se despido de tuas ironias e concupiscências, está nu da maldade da sociedade e inspira o ar de liberdade.
                A escuridão que abocanha os campos presumem um rito de silencio, instaura o brilho estrelado e reflete a nós o milagre do espaço, sente-se entre o capim e admire a grandeza das massas, gases, as cores e milhares de estrelas que bruxuleiam sutilmente e quando perceberes pode ser que uma cadente brilhe no céu e tu faças um pedido.

- Marcos Leite   



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A musa do Brasil



Nos mais altos galhos, a desposa
Oh grande! És tu! Óh Sabiá
Em reverências mil ao Brasil,
És a flâmula com asas deste país

Em grandes alaridos
Desanuviam o canto matriz
Sob a copa de uma árvore
Canta para Minas, a riqueza de suas vestes

A imponente da musa do Brasil
És tu, Oh grande! Oh Minas Gerais.
Das encostas e as serras mais próximas dos céus
Assim, Deus, fez-te com cuidado
Para que inspire, o coração dos poetas.

As águas da gruta,
Inundam os rios e ribeirões,
Mostram com formosura,
A cordilheira da imensidão.

Quem é aquele que não te conheces?
Não lhe apetece as belezas
Em terras mineiras, as sementes brotam
As plantas vingam e as nuvens choram

Oh lábaro encantado
Esfuzie no peito daqueles
Que de ti se orgulham,
Pois em ti morreriam em paz.

És musa, És singela, És Minas
Em seu interior florescem as belas flores
Em serenata com  gotas da chuva
Desenhando no céu
O grande arrebol de Minas.

- Marcos Leite

 
 
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