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sábado, 17 de maio de 2014

O futuro nos abraça

A vida corre como um rio abundante, as possibilidades nos parecem através de pequenos momentos, entre o comum do cotidiano onde não existem expectativas de darmos um passo maior, a proeminente caminhada dos anos remetem as diversidades anônimas, as possibilidades negras como o manto espesso da noite, buscamos a pequena chama dos atos, superando as ênfases prováveis das distinções sociais e humanas.
Entramos na vida de olhos abertos, e na morte com a alma que flutua entre todas as mediocridades viventes, correm a nós escolhas acerca que tornemos respeitosos, dos ângulos óticos e conjecturas sociais, desembocamos dentro do fundo do interior da alma, a perpetuação do êxito.
Atribuir coragem aos membros e a mente, o ato honorário as vidas sem qualquer expectativa, aprumam no ar o escárnio aos pretensiosos e desacreditados os servindo do brilho e sucesso alheio. Porém, as barreiras perscrutam os lados, e meneamos as nossas cabeças e continuamos a andar, o percurso definido dentro de nossas vontades, o desprezo aos que maldizem, inundemos de positividade as arestas irregulares da existência.
Golpeamos nossa participação na terra em um mérito a intrínseca liberdade, obstinar o cenário em perspectiva de nossas opiniões, não nos torna hedonistas, mas, leais em tamanha honestidade de desejos.
                Exasperar entre o comum sentido de recusa às familiaridades é nutrir a força de teu peito a prosperar em virtude, dizendo aos outros em exclusiva soberba benigna o quanto és útil. Nossas propensas carências advertem ao passado uma chaga de vergonha, os sopros de loucura, o destino.
                Nos cabem atribuir pontos a serem esmiuçados, ou, deixar que a intempérie zombe de nossas procrastinações vitais, emergindo a culpa e dúvida, sabes ainda de teu passado amigo, não tenhas ira do que não fez, perdeste o tempo entre os vãos de teus dedos e fluíram como uma bela chama que se apaga em segundos.
                Adquirirmos justiça entre a vida e a morte entrando em liberdade ao esquecimento, segundo a vida, o passado pequeno permanece entre os desavisados e a glória aos que propuseram determinar dentre todas as incongruências do mundo, a vitória como um golpe de felicidade.
- Marcos Leite




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Singeleza abençoada

Desanuviou-se entre os montes a fermata engrandecedora do poente, imbuído de ternura natural, o permanecer do portal entre os raios do sol e as estrelas. Colores o céu de turquesa, lilás, salmão e um pouco de laranja, tornas-te uma aquarela bendita, um esmero ao nosso olhar, és o esplendor do arrebol.
Conte um conto com encanto, concilie a vida e a plenitude, o ar fresco e a sonoridade dos pássaros, estás em comunhão a natureza e a paz. Perscrutam tuas pegadas na estrada, e a terra fofa fazem um adorno e modelam teus pés em características intrínsecas e exclusivas somente por ti.
Soprando o vento empurra com galeio entre as folhas sorrateiras, e a agua mantem os acordes da sinfonia da Mãe, entre os flutuantes bastões e as gramas que margeiam o rio, tens o torrente de sonhos, entre as singelas decorações que o inúmero aglomerado de rochas que sombreiam o vale, encontra-se despido de tuas ironias e concupiscências, está nu da maldade da sociedade e inspira o ar de liberdade.
                A escuridão que abocanha os campos presumem um rito de silencio, instaura o brilho estrelado e reflete a nós o milagre do espaço, sente-se entre o capim e admire a grandeza das massas, gases, as cores e milhares de estrelas que bruxuleiam sutilmente e quando perceberes pode ser que uma cadente brilhe no céu e tu faças um pedido.

- Marcos Leite   



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Canário do Brasil

Um canário está em meus ombros
Gorjeando a canção mestra da terra
Besunto a ponta do dedo em meus lábios
Acariciando-o, fazendo-me expectador.

Oh! Que bela serenata?!
Reverberando a liberdade aos céus
Dilua as cores das nuvens com suas asas
Tragando em lampejo, todos olhos para ti.

És tu! Oh, pássaro do Brasil!
Canta em suas notas a beleza do teu aconchego,
Enfeitiçando assim, o ar, para que até na lua saibam quem tu és.
Oh! Belo ser, fulguras emanam de ti, em teu brado mestre.

O guardião da terra,
Em sustenidos líricos,
Acometem a arte
Do canário do Brasil.

- Marcos Leite

sábado, 2 de junho de 2012

Conhecerias a ti Indonésia?

          O que encontraria em outro país que não fosse o meu? Ainda me questiono o quão pouco sabemos da vida e do mundo, um planeta perfeito, criado por Deus, com grandes vulcões, mares, Alpes, charcos, gelo e até mesmo Ilhas, talvez, as mais intrigantes sejam elas, auto suficientes e belas com grandes quantidade de vida e beleza.
                Gostaria que os ventos me levassem para a Indonésia e me deixassem lá por um tempo, ao menos para desposar-me minha alma com seus mistérios, acordado em minha têmpora um compromisso íntimo. Avistaria lá as águas mais belas do mundo?
                Pestanejaria para que o horizonte jamais saísse de meu coração, e entenderia sim os motivos dos templos antigos e frondosos próximos a mim, embora minhas pernas vacilassem dentro dos lampejos de segredos que tais lugares me proporiam. Quisera entender a arquitetura dos anjos, se não tivesse tamanha presunção de citar que mentes tão brilhantes elevaram a terra e as rochas, para edificar as beldades que a íris de meus olhos se apaixonaram a pouco.
                Sinceramente o ar é mais fresco quando anseia uma busca, e que dirá os dialetos façam parte de meu dúbio inconsciente? Entre as mais longas batalhas que vivi, a maior é conhecer o que me instiga tanto, mesmo introduzindo uma parcela de minha existência ao que chamo de cobrador, a ampulheta da vida, que corrói meus dias, mas disporia maior quantidade de meus dourados ciclos diários, para obter um elixir de vida assim.
                Os nativos embora eu os desconheça, atrevo pensar que são generosos, mesmo que nos sorrisos. Um lugar especial, emoldurado por grandes nações próximas e distantes do resto todo, ali vivem e permanecem, mesmo que toda a sujeira do mundo tenham lhes afetado também.
                Bradaria com ímpeto a liberdade que posso sentir e abriria minhas asas sobre as montanhas, flanando sorrateiramente sobre a superfície, para sentir o cheiro dócil da rosa e admirar a grandeza da flora existente, jamais perderia as estribeiras se fosse atacado por um animal, tenho a plena certeza que se o me fizesse mal, teria tratado apenas de proteger sua terra, que dirá valores pouco ostentado por nós!?
                E então com minhas solas dos pés mais grossas que a pele de um hipopótamo, trataria de caminhar pelas praias e campos e que minha comunhão com esse lugar fosse o mais próximo possível, deixando pra trás tudo o que me disseram e o que a tv e as pessoas colocaram em minha cabeça, abortaria todo o ódio e a volúpia, pularia mais alto para sentir uma dose maior do sol e abençoaria minha vida com os traços de paz e felicidade.

              - M. Leite
               
               


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tribunais

 
Mãos amarradas por uma corrente de pensamentos diluídos por sua mente nesse espaço que chamamos de visão. Dias, atos e vontades, quantas coisas perdidas tragadas pela prisão, seu cárcere privado sem portas ou janelas. O pensamento é o maior divisor entre a moral e a banalidade, quem sabe tu não esteja nem de um lado, muito menos de outro, talvez esteja apenas rogando?
Dias que se passam como um sopro morno, ruim, por lhe da dor de barriga, melhor seria se fosse quente ou gelado de vez. Como um achocolatado viscoso e doce, morno, e enjoativo. A vida de alguns é assim, passam o tempo dessa maneira, se usassem ao menos um pouco de atitude para esquentar ou gelar, os tornaria mais saborosos.
Entre as paralelas posso ver a dificuldade também, ter o que quer e vivenciar os fatos mesmo resguardando sua identidade. O mundo não é bom, és mais fácil tornar-se amigo da lua, aposto que não lhe trairia. Tirar suas pernas da bitola vai te fazer fracassar, pense que pode contornar a serra ao invés de querer que ela pegue suas árvores e córregos e saia caminhando.
Inevitável como pensamos demais em nós mesmos, não lhe chamaria de Narciso, pois ele já faleceu há eras. Há outras pessoas próximas a você também, criando expectativas e compartilhando sorrisos. Certas vezes esquecemos as necessidades dos outros e sonhos também. - Mas e aí? E onde fico com meus sonhos? – Tens razão, não poderá sempre agradar os outros se quer chegar a algum lugar.
Coloque seus grilhões entre uma machadada e outra, um dia ele cederá, cada questionamento é uma dela, quem sabe se solte de seus monstros, cabeças podem rolar, se não foi um herói até hoje, bem provável obter êxito invejável até mesmo para Joana D’Arc.
Imploda seus medos, abra seus braços, corra em direção ao sol, grite em cima de uma montanha, mas seja livre! Livre! Livre! Seja de você, das pessoas ou do tribunal das ruas.

M. Leite
 
 
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