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domingo, 8 de junho de 2014

Gigante anil


 As ondulações flutuantes vagueiam distantes
Aprecio a camada mais anil do horizonte,
Os raios encantam o ar de luminosidade
Quanto a mim? Sou um expectador

Cai a noite estrelada
Inundada de luzes distantes,
Contornam a fumaça espacial
Formando o manto sinistro.

És único em toda imensidão,
O céu, a tela divina,
Em teus meandros lúcidos
És dia, és noite, tem luzes e paixão.

Os pássaros colorem em gracejo,
Percebo as nuvens que rumam para o infinito
Acometem o degrade constante
De quimeras angelicais.

- Marcos Leite



domingo, 30 de dezembro de 2012

Volúpia

Rasurei o selo da integridade
Perturbando o ser inocente
Permitindo a ascensão
Inundando meus pés na perdição

Quem és tu? Oh, Noite!
Não pertence a ninguém, és solitaria e sombria
Nem cores possui?!
Negra noite, afaste-se de mim, não me satisfaça mais com suas peripécias

É o sangue que corre sem vacilar
Dando impulso a perder
O rastro belo de luz
Que meus olhos nadaram em saber.

- Marcos Leite



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Lábios semelhantes

            
               De súbito sua mão foi tocada por aquela outra grande e áspera, o som estava alto e o balcão úmido, as cervejas tinham sido muitas e toda aquela cortina de fumaça exibia um aspecto noturno comum.        
- Olá! Creio que aceita mais alguns goles, perto de mim?
- Se houver ânimo!
- Talvez eu o conquiste.
              Aqueles lábios sinuosos e vermelhos entre os pelos da barba por fazer falavam palavras legais e assertivas induzindo ao ponto que queria chegar, não era tão difícil naquela altura da noite que se encontravam, mas a realidade era propícia.
Copos e garrafas ao balcão, lábios que conversavam entre si, sem mesmo palavras, apertos e leves sussurros saltados das narinas ofegantes, nada era melhor, nem mesmo o álcool ou a música, pois o doce e flamejante contato bastava.
               Sob os tênis, calças jeans, camisetas bonitas e as barbas, foram-se embora, daquele tempo que restou foram momentos sinceros de desejo e euforia, e talvez um bilhete assinado com o telefone.

- M. Leite

sábado, 30 de julho de 2011

Entontece-me


Os lábios doces da noite
Embriaga meu ser
Entontece meu anseio
Brevemente lhe ter

As cordas plangentes 
Guiavam o saber
Dos fôlegos perdidos
Desejos flamenjantes ter

O sopro da manha
Despertou-nos
O aroma confortável
Engraçou de amor.

-M.Leite

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A noite do esplendor



A noite firmava, 
e lá estava os animais quietinhos
entre véus e graciosidade
o menino Jesus estava.

Nasceu no mais belo e singelo lugar,
belo por ser a estrela que nos presenteava,
e singelo era entre as palhas e as patas, quatro ou duas.

O seu nascimento marcava,
marcava o amor, o amor provado,
o nosso libertador, ali nascia, do mais puro amor,
o esplendor daquela noite,
aquela que jamais esqueceriam.

O pobre menino,
O bonito menino,
O humilde menino Jesus!

O natal!

Na manjedoura nasceu,
Maria deu a luz ao pobre menino Jesus.
O salvador que morreu na cruz,
libertou o mundo do maligno
e amou a todos com seu todo amor.

O menino Jesus concedido pelo amor,
filho do nosso Senhor!

- M. Leite
 
 
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