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sábado, 6 de outubro de 2012

Você me perdeu



                Ligaria os fios, ao reconhecer o êxtase da plenitude, se tais delicados e graciosos fios dançassem no ritmo do amor, flutuando e estendendo até a luz engrandecedora do astro solar. Apetece-me, o semblante dócil, os olhos cativos e os lábios trêmulos.
                O condensado ar exalado de seus saudáveis pulmões germinam o pleno carinho em meu peito, traçando a inexatidão abstrata do sentimento mestre da existência, obrigando me a embriagar e reconhecer o mais sublime frescor do amor.
                Concederias uma dança? Os olhares ternos se emoldurando ao engrandecedor rastro da beleza, a qual nossa aura esfuzia e torna o tempo mais vagaroso. Se pudesse, estaria pela eternidade bailando contigo, garantindo a nós o intento da paz.
                Martirizando minha estrada desconexa entre a razão e o lirismo, mas ai de mim, preferível um jogo retórico, contornando então a montanha, e assegurando as malevolentes intenções. Agirias até consigo mesmo?
                Um trato em meu paletó, a cabeça erguida, os breves cachos engomados, aspirarei o futuro acolhedor, e repararei as parcelas e quadros de tempo a serem provados. Ai de mim, se estivesse próximo ao olhar esmorecido aliciando minha íris, de não sondar os campos vistosos do alvorecer.
                Um arlequim sagaz, politicamente longe de ser um deles, embora o coração esteja partido, não me contentaria de entristecer-me mais por ti, um alegre sopro de justiça paira aos meus ouvidos e intercede para que tal atitude seja garantida para a sucessão de meus dias felizes.
                Levo-te ao exemplo da humildade, fomentando a cordialidade ao teus passos, consolido ainda, uma grande gota de arrependimento para teu eu, saboreando com asco a perda do sentir, íntegro e bondoso.
                Besunto as estrelas com mel, impondo as claras em neve, e ofereço-lhe uma fatia, a qual o segredo, contarias ao honesto valor.
         
            - Marcos Leite

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Arrependimento


Arrependimento, palavra pesada de segurar, sentimento árduo, porém sincero, sinceridade com seu próprio coração. O intelecto? Ele reconhece todas as arestas enfurnadas de seus atos errôneos e grosseiros. Por que agi dessa forma? Como deixei-me levar pela disseminação de idéias de outro? Tais perguntas lhe atormentam como uma torneira desregulada que pinga o tempo todo e faz barulho.
Vergonha da vida, família e de Deus! Todos sabem a culpa pertencente, és réu confesso de si mesmo. Um dia os grandes da terra e os pequeninos terão de prestar contas de seus feitos, quantos grandes cairão, e quantos pequeninos terão a glória, isso se aplica aqueles que se julgam certos o tempo todo. O grande dia está próximo...
Perdão! O sublime ato, onde os sinos tintilam e anjos jubilam, ele é a graça concedida a alguém desmerecedor. A porção de misericórdia divina é mais incontável dos que as estrelas que brilham no céu. Hoje prostro-me a beleza imensa da benevolência e compaixão, não compreendendo sequer o motivo de tamanha alegria.
Desatino de sangue, orgulho, dinheiro, todos serão tragados pela escritura fiel e honesta. Quantos porquês serão contestados, a resposta esteve o tempo todo esperando ser lida, se perderão pela falta do conhecimento e não foram injustiçados, pois chances estiveram a sua porta segundo a segundo.
O medo toma proporções gigantescas, toma conta da terra e a serpente zomba. Confiarei por todo o momento e não deixarei abalar por falsas indagações, tentarei realmente abster de vontades e que minha comunhão seja maior. Os dias brilharão e me abraçarão desta vez.
                O passado está varrido, mudanças vitais, calores eloqüentes, se não tentares livrar-se querido, jamais conseguirá, a perseverança é a beleza dos campos que vemos, mas também da imensidão das nuvens.

- M.Leite
 
 
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