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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Arrependimento


Arrependimento, palavra pesada de segurar, sentimento árduo, porém sincero, sinceridade com seu próprio coração. O intelecto? Ele reconhece todas as arestas enfurnadas de seus atos errôneos e grosseiros. Por que agi dessa forma? Como deixei-me levar pela disseminação de idéias de outro? Tais perguntas lhe atormentam como uma torneira desregulada que pinga o tempo todo e faz barulho.
Vergonha da vida, família e de Deus! Todos sabem a culpa pertencente, és réu confesso de si mesmo. Um dia os grandes da terra e os pequeninos terão de prestar contas de seus feitos, quantos grandes cairão, e quantos pequeninos terão a glória, isso se aplica aqueles que se julgam certos o tempo todo. O grande dia está próximo...
Perdão! O sublime ato, onde os sinos tintilam e anjos jubilam, ele é a graça concedida a alguém desmerecedor. A porção de misericórdia divina é mais incontável dos que as estrelas que brilham no céu. Hoje prostro-me a beleza imensa da benevolência e compaixão, não compreendendo sequer o motivo de tamanha alegria.
Desatino de sangue, orgulho, dinheiro, todos serão tragados pela escritura fiel e honesta. Quantos porquês serão contestados, a resposta esteve o tempo todo esperando ser lida, se perderão pela falta do conhecimento e não foram injustiçados, pois chances estiveram a sua porta segundo a segundo.
O medo toma proporções gigantescas, toma conta da terra e a serpente zomba. Confiarei por todo o momento e não deixarei abalar por falsas indagações, tentarei realmente abster de vontades e que minha comunhão seja maior. Os dias brilharão e me abraçarão desta vez.
                O passado está varrido, mudanças vitais, calores eloqüentes, se não tentares livrar-se querido, jamais conseguirá, a perseverança é a beleza dos campos que vemos, mas também da imensidão das nuvens.

- M.Leite

quinta-feira, 7 de abril de 2011

07 de Abril de 2011, Rio de Janeiro/RJ - R.I.P.


O Rio hoje acordou triste, um dia normal fora transformado em algo horrível. O Cristo, o pão de açúcar, a praia, os famosos todos estavam lá. Ah! o Rio de Janeiro! 
Alguns passos iam pela calçada, entre as portas das lojas, mercado e muros. Alguns tinham número grande, outros pequenos, pois eram muitos sapatos diferentes, carregavam mochilas, usavam uniformes e estava um friozinho aconchegante aquela manhã.
O Sinal bateu, trim trim!
- Eu quero ser bióloga!
- Eu quero ser engenheiro ambiental!
- Professora acho que eu vou ser que nem a senhora.
Pow! 
Não havia mais pessoas felizes, o horror tinha tomado conta delas, as crianças se perderam em suas mentes, havia muito sangue naquele momento, dor, raiva e choro. Os passos estavam apressados, gritos, terror, pavor para todo lado. Anjos e heróis, uma guerrilha instantânea.
Os sorrisos desapareceram, lágrimas, lágrimas e lágrimas.
O dia era feio, ninguém queria passear, injustiça e sofrimento estavam em todo pensamento. Pessoas deixando de existir, pequeninas, sonhadoras e inocentes.
A presunção e o orgulho matou o dia, além do dia, muitas coisas também.
Um adeus singelo, um abraço que não teve, e a saudade que se perpetuou, hoje e depois,
E entre o orvalho da grama, a terra molhada, alguns moçinhos e moçinhas irão descansar para sempre. 

- M.Leite

 
 
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