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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Caronte



Falta muito tempo para viver
Se pensar que a vida é longa o bastante
E encontrar a amplitude e dimensão
Da agilidade das nuvens e o sopro do vento

Tenha pena de ti,
Pensar que a vida é extensa como um exemplar de bolso
Raro aquele que entende,
Não passamos de folhetins

Um brilhante com rubis
Um gato com olhos azuis
Vaidade.

Retorcidas as muralhas do destino
Traço as rochas o gosto do amor
Perdurando assim,
Os doces desejos de um ébrio mentor.

- Marcos Leite

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Por de trás de suas pálpebras


Feches os olhos
Enxergues no negro por de trás de suas pálpebras
A bondade e a loucura de sua alma
Formule os animais como nas nuvens pela manha.


É integro, generoso, íntimo
Está, você e você apenas.
Embarcas no teu próprio delírio
Emanando a ti o sopro da descoberta


Medo, tens.
Não o cultives mais
Se imaginares o cavalgar da carruagem
Tombarão, sobre a grandeza negra de sua mente
Esfuziando a ti.


Reflexos, cores de milésismos
contrariando a razão
 adornando a beleza e a fragilidade
da arte fumegante dentro de si.


- Marcos Leite


sábado, 8 de setembro de 2012

Espetáculo circense

                Um álibi, um a prova cabal, um laço de fita. Um dia doce e nublado, aqueles que busca aconchegar no estofado com seu caso ou cônjuge, compraria toda? A parcela disso talvez, um raro e largo sentimento. “Acho ainda que está confuso em seus pensamentos”. Já foi, esta feito.
                Quando o palco estiver montado, terá ainda tempo para esconder, não se importe com o seu medo, esta fácil, cortar, “sim”, bem pequenininho, assim como os moinhos que moem bem de mansinho e miúdo. Tocar aquela canção? Uma insinuação deselegante esta. A hora é inoportuna, aflija seus dentes quando for pego, do mais, trate de se portar como sempre se portou. Sim, como sempre se portou.
                “Não gosta de sopros”, não mencione mais uma vez, estou farto de saber disso, como se sua opinião fosse relevante, esperas que mude minha forma? Seja indulgente, tenho cartas. “Não faria”. Se puder alocar meus dois dedos sobre a mesa, faria.
                Percebe? Uma pocilga, imunda, assim, a hora não importará. “O espetáculo em breve iniciará”. Corrompa-o. “improvável” permita a mim então?
                Faça jus, mas arranque mais gargalhadas do que consegue ser asqueroso, sei que não conseguirás. “Um assassínio, não te é indiferente, meça as palavras”. Uma âncora, levaria um rinoceronte até a lua nos ombros. “Ótimas metáforas e péssima atuação melodramática”.
                Feriu em cheio, amanhã o corpo já estará inerte. “porque não hoje?”As abelhas buscam o mel de pouco em pouco. “Um blefe premeditado”. Talvez não seja tão insolente, o dia amanhecerá e a alvorada trará novas oportunidades. Erga os olhos, coloque os sapatos grandes, e ajustes as calças largas, temos ainda que burlar essas pessoas.

             - Marcos Leite

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Desposar-me-ia


Saberia dar a ti um breve sopro
Expurgando minhas aflições
Contanto que recebesse minhas predileções

Uniria o ar a tua face
corando seu semblante 
Lançado a meus olhos

Habitaria nas mesmas dependências
Implicaria com o modo de se vestir
E admiraria sua beleza

- Marcos Leite

 
 
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