Social Icons

.
Mostrando postagens com marcador egoísmo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador egoísmo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Memórias de Nina – Egoísmo

         A trajetória de um humano, seja ele qual for, é feito de vitórias, o êxtase triunfante do êxito e da grandeza entre os demais, as qualidades de se tornar um vencedor e as oportunidades para que seja um, concorrem com nossas derrotas, pois, a vida de qualquer homem é composta também de fracassos e erros. A origem do insucesso parte de nós e acatarmos com naturalidade é sorver um pouco menos de culpa que o meio nos remete.
              Externar as possibilidades de termos a quantidade necessária para uma existência plena difere de ser para ser, os animais necessitam de comida e um ecossistema para viverem, os pensantes necessitam de mais, o dinheiro, a grandeza, e muitos o sadismo.  Se todos estivessem a espera do juízo, descartaria obviamente a generalização da raça, mesmo se não estivéssemos, desprezaria mesmo assim. A grandeza de espírito de alguns não equivale a ganância de milhões, são almas azuladas, de luz e singeleza, a tranquilidade que as estrelas remetem a nós, e que a própria soberba acha pouco demais.
             A excentricidade é o ponto crucial de encontrarmos o asco em alguém, as palavras e interações tornam-se imundas nos obrigando a ignorar tais facetas de outrem, todavia, há particularidades na terra que devemos seguir, os sentidos ébrios festivos, conjeturas familiares, datas. Os grupos involuntariamente se mutilam com verbetes deploráveis de maior sucesso, os participantes publicam no ar suas conquistas e desdenham as demais, os que permanecem calados, são encarados em zombaria, mas poupam-se do ridículo e da consternação invejosa do meio em certas vezes.
              Devemos estar abertos para o que as pessoas têm a nos dizer e as inovações que nos cativam a viver, diferenciar nossas coisas dos demais, poupar a cobiça, a chaga da perdição. Os seres no espaço estão em pleno convívio com suas dimensões, as aguas não invadem as terras, e os animais não consentem da avareza.
        O egoísmo das críticas relata a ti mesmo tua falência intrínseca, censurar vestimentas, gostos, familiares ou formação anatômica, pressupõe uma vida infeliz e amarga, a inocência crepitante em busca da vida condecorada pela TV e as canções. Não existiríamos se comportássemos da maneira que todos gostaríamos que fossemos, a personalidade e a identidade anuladas por bestiais desejos caprichosos, isentando os verdadeiros olhos da realidade cotidiana, e atribuindo a teu ser a frustração.
              Objetamos arbitrariamente devido nossas perspectivas vivenciadas, a sagacidade de aceitar as derrotas e sustentar teu caminho a partir do fracasso permeia as zonas de orgulho, os viventes aboliram de si mesmos a aceitação de sua inferioridade, os pensadores podem explicar tal dificuldade dos povos, e quanto a mim, percebo que estou sozinha, maltrapida e suja, me tornei uma mendiga.

- Marcos Leite



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Memórias de Nina - Hedonismo


Ode ao hedonismo

                As estratagemas diferem-se pelos significados similares aos adversários, as guerras não se comportam desta maneira, a indução do poder ocorre como uma chama ardente aos privilegiados,  as diferentes maneiras de um agregado se esquivar é o desaparecimento, embora, as circunstâncias improváveis para que tal feito tenha êxito, são agravantes, o espaço físico e a pátria. As estratégias são formuladas acerca de enxergar os inimigos sucumbirem, e não poupam méritos aos combates. O que percorre o início dela não é somente as falanges inteligentes para o simples ataque, mas o orgulho, e embora no passado nada estivesse como hoje esta, os interesses são as marcas que determinam tal catástrofe humana.
                O passado remete a algumas de minhas pegadas, se assim for, seria considerada uma herege, hedonista, amar o prazer acima dos outros desejos, o bem estar e a tranquilidade que me remete a pensar no quanto tal palavra é divida em interesses, se em uma batalha as forças lutam entre si, o pensamento compartilha opiniões realmente inaceitáveis e apropriadas.
                O tema de todos os capítulos a seguir não passam apenas de intenções, pudor ou afetação. Discutiram sobre a perfeição do prazer, a felicidade e o convívio pleno, ainda que difuso, o egoísmo vil, a soberba e a excentricidade caracterizam a mesma vertente. O hedonismo em cruas partes, de pessoas opostas, pensantes, eruditos e imbecis. A inutilidade do pensar talvez enruga as ideias, vertem os desejos e escurecem os sonhos. O questionamento de interesses ao prazer permanece vil se tornarmos o sexo e a luxúria como um ponto maior a ser enxergado. Se as improbidades especuladas pelos hereges em terra são determinantes a tua afeição ao mundo, estariam de um lado da batalha, inclusive entre o clima austero e desprezível de teu próprio grupo de pessoas.
            A beleza da felicidade costuma inibir os prazeres carnais, orgulhosos e pestilentos, assegurando outra parte de um batalhão, a genialidade de frisar a beleza e o conforto para o corpo e a mente, exatamente ser egoísta de fato, ao preocupar-se consigo ao invés dos arredores, desprezando os demais e as interpelações, reconhecendo que quase toda a terra contribui para teu próprio egoísmo, todavia, o consentimento seja como um blefe.
                Um sentimento misto de ira e probidade, os relatos religiosos, a bondade e o azedume. A luz acorda algumas de nossas vontades, e a escuridão as esfriam, e o mesmo ocorre no inverso, a sinceridade de teu eu está mais aflorada quando és honesto.  Conjeturar e atuar em ocasiões, não lhe faz nada além de mostrar ao espelho um fraco. A tranquilidade de dentro nos injetam a lógica e a comunhão da existência conveniente, isso é o que em nosso interior é deduzido, mas não há tema ou discussão que a resposta seja única, até para você mesmo.
                Como na guerra, as mentes que usufruem de teu próprio bem são lançadas contra as opostas, os insultos, escárnios e elogios irônicos, há a sonoridade inconsistente as outras, e do outro lado dos sacos de areia nos enxergam como errados e anômalos. A humanidade teria paz e ternura se fossemos como formigas, a aceitação de uma organização de pessoas similares a ti, com deveres e prazeres, uma sociedade hedonista, amar a si mesmo, procurar teu prazer e busca-lo. E o poder? Talvez o inspirado se desse conta que sua atividade na mais alta cadeira é de fazer o bem a si próprio, assemelhando aos demais, o dinheiro e a autoridade torna os seres menos favoráveis a busca de sua tranquilidade. Assunto que são respondidos pela ganância e o tormento, dissertados por sua própria junção morfológica, as palavras os respondem.

- Marcos Leite



 
 
Blogger Templates