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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Matizes


O peso de minha bagagem me cansa
Piso em folhas úmidas agora
O alarido dos pássaros sombreiam o horizonte
Chegando a mim, o frescor admirável do lago

Calço meus dedos nus de areia
Desço no galeio do vento
Entre o panapaná gris das pequenas borboletas
Canto minha canção.

Desanuvio as cores no degradê anil
Permitindo que a luz do sol apareça
Entre as cintilantes águas douradas

És mestra,
Oh! Pintura!

- Marcos Leite

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Se nós flutuássemos


Inunda assim meu ser
Com a exatidão de amar
As polegadas tortas de meus dedos

Temporiza o olhar junto a lua
Sugando o tutano da luz
Acerca de enxergares o amor

Encontre-me então sobre a relva
Ao anoitecer...
Flutuaremos no ar a caminho das estrelas.

- Marcos Leite

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pirulito



Entre os dedos rechonchudos estava um grande pirulito colorido, com várias voltas e cores.
A gordinha lambia e pensava em sua vida, com o doce gosto ela sonhava em ser uma bela bailarina. Seria a estrela de uma dança entre cisnes e bambolês, o cabinho do pirulito estava com açúcar derretido e um pouco melado, assim como suas bochechas fartas, seus olhos eram redondinhos e tinha uma feição muito alegre. Em seu coração tinha vários sonhos e cada um deles com muito gracejo. Ela estava no banco da praçinha, o banco era verde e a menininha usava um vestido claro com florzinhas pálidas, com laços no cabelo e sapatilhas azuis. Entre os pensamentos e o pirulito ela se distraía e aproveitava sua tarde, entre todas as pessoas que estavam na praçinha, ela estava feliz em sua ingenuidade e sonhos bonitos. Uma hora ou outra o pirulito acabaria-se, e seus sonhos tornariam-se realidade.

- M. Leite (30.09.2010)
 
 
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