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quarta-feira, 27 de abril de 2011

O tempo passa



O tempo sempre passa, e sempre passará
Quem correu falou, quem parou calou.
Tudo passa por maior que seja,
Ele não espera nem te pega.

Um gato...
Uma vaca...
Uma cadela...
Todos morrem, pois o tempo passa.

E o tempo, é marcado?
O relógio é um auxiliar
Mas ele,
Ah! Não pode contar,
Ele conta, mas não conta as lembranças.

O tempo passa e essas tolas palavras acabaram
Pois,
O tempo passa,

- M.Leite  (05/10/2006)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Irei ou não?


Aqui? Onde estou?
Quando poderei ir?
Mas estarei feliz lá?
E quando será?

Sim!
Com certeza!
Ficarei aqui?

Entenderão minha causa?
Eu irei ou ficarei?
Mas porque será?

Do mesmo modo,
Penso, viro
Do mesmo modo!

- M. Leite (12/03/2005)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

07 de Abril de 2011, Rio de Janeiro/RJ - R.I.P.


O Rio hoje acordou triste, um dia normal fora transformado em algo horrível. O Cristo, o pão de açúcar, a praia, os famosos todos estavam lá. Ah! o Rio de Janeiro! 
Alguns passos iam pela calçada, entre as portas das lojas, mercado e muros. Alguns tinham número grande, outros pequenos, pois eram muitos sapatos diferentes, carregavam mochilas, usavam uniformes e estava um friozinho aconchegante aquela manhã.
O Sinal bateu, trim trim!
- Eu quero ser bióloga!
- Eu quero ser engenheiro ambiental!
- Professora acho que eu vou ser que nem a senhora.
Pow! 
Não havia mais pessoas felizes, o horror tinha tomado conta delas, as crianças se perderam em suas mentes, havia muito sangue naquele momento, dor, raiva e choro. Os passos estavam apressados, gritos, terror, pavor para todo lado. Anjos e heróis, uma guerrilha instantânea.
Os sorrisos desapareceram, lágrimas, lágrimas e lágrimas.
O dia era feio, ninguém queria passear, injustiça e sofrimento estavam em todo pensamento. Pessoas deixando de existir, pequeninas, sonhadoras e inocentes.
A presunção e o orgulho matou o dia, além do dia, muitas coisas também.
Um adeus singelo, um abraço que não teve, e a saudade que se perpetuou, hoje e depois,
E entre o orvalho da grama, a terra molhada, alguns moçinhos e moçinhas irão descansar para sempre. 

- M.Leite

terça-feira, 5 de abril de 2011

Há pouco era um estranho



Quando tudo é tão profundo e singelo,
Os versos de uma canção tocam
Tão intensamente um coração
Que está a espera de um amor para completá-lo.

Muitas vezes ele se desfaz em lágrimas,
Lágrimas salgadas de um coração doce.
O tempo traz e perpetua o sentimento,
Mesmo que haja pouco,
Há!!!
Ele crescerá...

Suspirar de esperança, fechar as pálpebras,
Acender a pequena chama que está dentro,
Imaginar o futuro, e fazê-lo caminhar de forma certa.
Acho que isso é a esperança do amor acontecer.

É estranho?! Sentir dor e saudade,
De outro coração que há pouco deixou de ser
Um estranho.
E agora vigora em meu pensamento
E mesmo que do outro lado da margem,
Não sinta o mesmo,
Mesmo assim é valido,
O que sinto é importante e fiel, mesmo que seja só para mim.
Agora sorrio!

- M. Leite (21/07/2007)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Alguns aí...



Alguns acham que sabem mais que os outros.
Outros pensam que estão mais belos que os demais sempre.
Até as autoridades e pessoas importantes se julgam importantes.


Esqueceram como formam as nuvens,
Essas que passam daqui para lá
Se enchem e minguam.
Acho que a vida desses é assim.


Esses ou aqueles,
Fulano ou ciclano,
Famíliaa tal,
Tio tal,


Pra mim e outros também,
São só alguns aí...


- M. Leite  (01/04/2011)
 
 
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