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sábado, 31 de agosto de 2013

Irrelevâncias lógicas

               
               Vivemos com premissas deliberadamente incompletas, caminhamos sem rumo, sem se importar com as pegadas, fatos, ruínas, o esquecimento. Há anos e décadas que a humanidade corre em círculos em busca de curas, ideias, e motivos para deixar a vida mais propicia a felicidade. Há tantas teorias, que se colocarmos diante delas, talvez saiamos de lá sabendo menos de quando entramos.
                A intempérie trata de todos, sejam para o fracasso ou o êxito, anos correm, e de nada importa se não tens metas, ainda que possa ser menos vergonhoso contentar-se com o que tens, ignorando as possibilidades infindas que nos acometem a questionar se devemos ou não arriscar.
                A logica talvez seja o assunto mais discutido entre toda a humanidade, por logica todos deveriam trabalhar, e por ela também seria bom se a honestidade reinasse entre os homens. Há tantas lógicas para lógica, que deixamos logicamente que a loucura desestabilize toda esses títulos, exemplares, assuntos e ideias.
                Quem sabe ainda tenha a terceira guerra mundial e ela trate de dizimar a civilização humana, o enriquecimento de uranio é um passo bacana para uma hecatombe futura, pois o cenário que vemos de fome e tristezas tão citados nos jornais e ignorados na televisão contribuirão para terem um motivo quem sabe, a prestarem contas para os vizinhos, os outros planetas no sistema solar.
                Nada mais vale que o dinheiro aqui na terra, se o tens, então estas feliz. Uma ironia? Ah! Faz parte da logica! As consequências de ser um cidadão ou melhor um vivente, pois até mesmo para ser um cidadão, deves ter dinheiro, e contribuir com os tributos em teu país. Há muitos viventes por todos os lados, mas nem nos importamos com eles, se o Hindu prevalecesse como religião universal, trataríamos de todos por castas, o que é feito, porém sem que assumamos.
                Estamos a deriva do esquecimento, sem que percebamos, há milhões que vivem e desaparecem como uma folha, e não faz diferença alguma. As brilhantes ideias nem sempre são ouvidas, e alguns são sortudos de serem ouvidos pelos demais. Circunspectamente calamos e aguardamos que algo seja feito, e assim a vida esvaece deixando seu esplendor ao vento.

            
- Marcos Leite


terça-feira, 9 de julho de 2013

Celofanados


              O vivente permite que a vida lhe seja adestrada, memórias sem cor, vidas em tons amarelados, há circunstâncias que fazem o homem ter pena de si próprio, perfídia auto comprometedora, um desfalque de teus valores, a derrota do intelecto, haveria adjetivos que edificariam um inóspito cérebro, embora, jargões obtivessem êxito e as conjeturas vis adquirissem peso maior na existência inútil.
                Passional é o crime, cristalizando as desculpas, corroboram um enfeite a ser presenteado, há tantos atos maledicentes e palavras podres que os ricocheteiam, pobres, os céus tenham misericórdia, a astúcia e a coragem não lhe foram concedidas, e as maneiras insensatas aos montes. Atreve-se denota-los? Uma infâmia! Ai daqueles que pensam, se um rastro leve de coerência for ouvido, obstruiria um dia normal, talvez sentimentos tristes entorpeceriam os olhos e as lágrimas hipócritas jorrariam em tuas faces.
                Pende uma ânfora sobre tua tez, não vês? É o fado, uma mente questionante, poderiam lhe tratar como uma pequena luz no meio das escuras e espessas trevas da inanição mental. Lindas e cálidas rosas estão próximas a ti, adornaste um chapéu sobre teus olhos?
                Um maníaco prevaricador, claramente complanaria as melhores performances de abafar os meandros latentes das células iluminadas, se o raro caminho a ser seguido pela honestidade fosse estimulado, as paredes da justiça se alargariam em protuberância magistral. Quem és tu? Não podes ocasionar uma guerrilha intelectual, quem poderia controlar a hecatombe coesa de bilhões?
                A cerne cria os silvos mirins, assim como na natureza, milhões e até bilhões são tragados. O contentamento particular e a destreza impecável dos governantes dissimulam o baile dos contentes. Ainda não percebestes teu óbito em vida? Uma boca profere, mas nunca sem a sanidade, após furtada, lhe sobram os escárnios.
                Desfrutar do passado como uma entronização das facetas adquiridas por aqueles que arguiram com força e coragem é o inútil prazer não pertencido aos que se esgueiram nas heras e assoviam até que tudo se corrija. Os questionantes vivem para que os de celofanes continuem com tuas existências infrutuosas na terra.

- Marcos Leite


domingo, 23 de setembro de 2012

stupidité


    

Véritas,
Eximi
Impersonates
Hecatombe
Humana
Del
Ignorância.

- Marcos Leite

 
 
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