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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pirulito



Entre os dedos rechonchudos estava um grande pirulito colorido, com várias voltas e cores.
A gordinha lambia e pensava em sua vida, com o doce gosto ela sonhava em ser uma bela bailarina. Seria a estrela de uma dança entre cisnes e bambolês, o cabinho do pirulito estava com açúcar derretido e um pouco melado, assim como suas bochechas fartas, seus olhos eram redondinhos e tinha uma feição muito alegre. Em seu coração tinha vários sonhos e cada um deles com muito gracejo. Ela estava no banco da praçinha, o banco era verde e a menininha usava um vestido claro com florzinhas pálidas, com laços no cabelo e sapatilhas azuis. Entre os pensamentos e o pirulito ela se distraía e aproveitava sua tarde, entre todas as pessoas que estavam na praçinha, ela estava feliz em sua ingenuidade e sonhos bonitos. Uma hora ou outra o pirulito acabaria-se, e seus sonhos tornariam-se realidade.

- M. Leite (30.09.2010)

A vida

Entre as palhas e o suor,
na pequena manjedoura brilhou
Singelo e humilde entre os braços de Maria,
Nascia a vida.

A luz do mundo
desabrochava do Espírito Santo
do ventre abençoado da jovem de bom coração.

José de toda sua perseverança com Deus
engrandecido e agraciado estava
com júbilo em seus lábios e brilho em seus olhos

O maior presente que o mundo poderia ganhar,
Um salvador.

O Senhor, com suas mãozinhas e pézinhos ainda pequeninos,
com sua ingenuidade e graça,
foi gerado no mais humilde lugar
engrandecido pelo amor de Deus

O filho veio para falar do amor
e sempre e para todo sempre, será nosso Senhor.

- M. Leite (
23.09.2010)

A dois

Pecado
Confesso,
Cometi

Infrigir
Esqueço
Amei

Raiva
Brinco
Debochei

Sublime
Sorrio
Gozei

- M. Leite (
15.09.2010)

Zum zum zummm

Passou a flor,
Entre os espinhos ficou
a dor a encontrou
num relançe cortou.
    
As asinhas batiam
milhões de vezes por segundo
agonia e pranto

Até...
Que o um menino gordinho,
fofinho e baixinho
com seu boné e gravetinho

Salvou a abelhinha
da sua triste ruína

ela voôu, voôu.
ele sorriu, e 
apanhou a flor.

- M. Leite (
14.09.2010)

Festinha

Houve o dia em que os pés estavam descalços dentre a areia e os paralelepípedos,
sem muita roupa e presunção, era singelo de coração. Os olhos que viam a multidão de pessoas, com seus comes e bebes, roupas caras e falsas risadas. A noite era amigável, abraçou a todos.
Estava admirado com tanta festa e brilho, brinquedos e palhaços. Havia muita comida também, só para aqueles que as podiam comprar. A noite se firmava e todos, um a um se iam. Os pés que ainda continuavam descalços, foram-se também, de toda sua humildade e singularidade caminhou até sua pequena moradia e lá se aconchegou com graça e paz em seu coração, enquanto outros de toda sua realeza, reclamaram e criticaram.

- M. Leite (12.09.2010)
 
 
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