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segunda-feira, 4 de julho de 2011
Mídia impressa
Percebemos que as vezes lêmos muitas coisas erradas, as palavras em muitas dessas ocasiões estão corretas, outras erradas, mas não digo de orações erradas, falta de concordância e verbos conjugados errôneamente. O que lêmos de errado é a opinião ácida dos jornais, eles dilaceram e sacrificam qualquer assunto ou pessoa, gostam muito de dar com uma mão e tirar com outra, a maioria deles, só tiram.
Algo que acontece na economia é dissertado como importante, com cautela e ficam de olho o tempo todo, qualquer deslize as línguas ferinas entram em ação, pois ninguém no mundo pode falhar, apenas os robôs. Um escritor ou cantor é ovacionado, sim é, pelos fãs, nunca vi alguém de talento verdadeiro que fosse agraciado e exaltado pela mídia, geralmente falta, os que ficam no Olimpo dos jornais, são os que lhe dão rentabilidade, as verdinhas, elas comandam a fama e as críticas boas. Será que os outros não são bons ou o colunista não admite que o nome de alguém seja mais elevado que o dele?
Além disso, somos impulsionados a julgar todos o tempo todo. Caso alguém fracasse é um prato cheio, se ela triunfa, todos ficam a espreita de seu declínio, a vontade de estar acima da colossal montanha é grande, mas o fardo da soberba faz os pequenos de alma não se moverem.
Porque nos importarmos com algo tão banal? A mídia é cotidiana, no outro dia, o jornal do dia anterior vai servir apenas para embulhar as bananas e abacates para o amadurecimento precoce.
- M. Leite
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